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Adoçantes trazem benefícios a consumidores com restrição alimentar

Uso equilibrado e consciente é eficaz em dietas especiais, propiciando acesso a uma alimentação diversificada e de qualidade

São Paulo —A quantidade de açúcares em alimentos industrializados é tema prioritário na agenda do governo e, segundo o Ministério da Saúde, um acordo junto à indústria, determinando a redução de açúcar nesses produtos, é uma mudança a ser aplicada até 2020.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), entidade que representa a indústria para o segmento de alimentos especiais, indica que os adoçantes sejam uma alternativa segura e eficaz para a população que opte por uma alimentação diferenciada, visando a redução de calorias e açúcares em sua dieta.

De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) o consumo não deve ultrapassar 10% das calorias consumidas, que equivale a cerca de 50 gramas por dia. No entanto, dados do Ministério da Saúde indicam que o consumo médio de açúcares no Brasil é de 16,3% do total de calorias. Logo, sua substituição por adoçantes permite um benefício adicional importante para atender aos consumidores que querem reduzir ou controlar o seu peso.

Dessa forma, informações de que os adoçantes seriam prejudiciais ou mesmo responsáveis pelo aumento de peso na população são equivocadas. De acordo com a Dra. Maria Cecília Toledo, Engenheira de Alimentos e Doutora em Ciência de Alimentos pela UNICAMP, sobram especulações e faltam evidências, “O uso de adoçantes, dentro dos limites recomendados, não oferece risco ao consumidor”, esclarece. E ainda ressalta “Passemos então à próxima questão: será que estamos utilizando de forma adequada?”.

O importante é oferecer a população a liberdade de escolha e informação por meio da conscientização do consumo em excesso, entretanto, com moderação e um estilo de vida saudável, aliado a uma dieta equilibrada, os resultados tendem a ser satisfatórios.

Estudos científicos asseguram a segurança do uso de adoçantes na alimentação —O peso das evidências científicas tem comprovado que os adoçantes não são prejudiciais à saúde. A demonstração da segurança dos aditivos alimentares é feita a partir da realização de estudos toxicológicos rigorosos e de sua avaliação por comitês científicos, entre eles o Comitê Conjunto de Peritos em Aditivos Alimentares da FAO/OMS (JECFA). Todos os edulcorantes empregados pela indústria brasileira já foram avaliados pelo JECFA e são considerados seguros para consumo dentro dos valores de Ingestão Diária Aceitável (IDA) estabelecidos por esse comitê. A IDA É a quantidade estimada do aditivo, expressa em miligrama por quilo de peso corpóreo (mg/kg p.c.), que pode ser ingerida diariamente, durante toda a vida, sem oferecer risco apreciável à saúde, à luz dos conhecimentos científicos disponíveis.

Perfil —A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD) foi fundada em 1986 com a missão de reunir empresas que se dediquem, direta ou indiretamente, à produção, industrialização, comercialização, distribuição e importação de matérias-primas e alimentos para fins especiais, incluindo nutrição infantil, nutrição enteral, diet e light, suplementos alimentares, nutrição esportiva, alimentos funcionais, dentre outras categorias. A ABIAD se dispõe a ser a principal interlocutora do setor no diálogo com o Poder Público e órgãos internacionais, podendo assumir o papel de liderança na defesa de políticas públicas baseadas em dados científicos sólidos e a capacidade para que os consumidores tenham acesso a uma grande variedade de produtos seguros, benéficos e de alta qualidade.

 

Fonte: Portal Fator Brasil

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