Anvisa libera substâncias para obesidade com uma série de restrições

Algumas substâncias usadas para o combate à obesidade e redução de peso foram liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa. São elas: anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina, seus sais e isômeros, e seus intermediários.

No entanto,  as receitas devem ser prescritas com suas Doses Diárias Recomendadas (DDR). Ou seja, os médicos que prescreverem estes medicamentos manipulados devem especificar os limites de ingestão diária conforme as DDRs recomendadas em cada substância:  Femproporex (50,0 mg/dia); Anfepramona (120,0 mg/dia); Mazindol (3,00 mg/dia) e Sibutramina (15,0 mg/dia).

A prescrição, dispensação e o aviamento das substâncias deverão ser feitos por Receita “B2”, e ser acompanhadas por Termo de Responsabilidade do Prescritor.

A cada seis meses, os detentores do registro destes medicamentos com estas substâncias deverão apresentar à Anvisa, os Relatórios Periódicos relativos a estes produtos.

Sobre a sibutramina
De acordo com a Anvisa, o uso da substância no Brasil está em período de monitoramento do perfil de segurança.

Para configurar a eficiência de um tratamento da obesidade, a substância deve apresentar, ao menos, de 5 a 10% de perda do peso corporal inicial.  O medicamento tem que ser usado como adjuvante e fazer parte de um programa de tratamento aos pacientes obesos com índice de massa corpórea (IMC) superior ou igual a 30 kg/m2.

A sibutramina está contraindicada em pacientes com IMC menor que 30 kg/m2, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e nefropatia diabética, hipertensos, tabagistas, portadores de doença arterial coronariana (angina, história de infarto do miocárdio), com insuficiência cardíaca congestiva, taquicardia, doença arterial obstrutiva periférica, arritmia ou doença cerebrovascular (acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico), com transtornos alimentares como bulimia e anorexia e com transtornos psiquiátricos.  Além disso, pessoas com idade acima de 65 anos, crianças e adolescentes não podem consumir a substância.

Com informações da Agência Brasil – 26.9.14

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