Brasileiros comem mal

ndústrias garantem mais saúde aos alimentos processados

Os pobres estão crescendo em obesidade no Brasil. As mulheres adultas consomem mais açúcar que os homens e o público masculino adulto ingere mais sódio que o feminino. Brasileiros comem muito pouco os alimentos básicos como grãos, frutas, verduras e legumes. Estas, entre outras constatações, foram extraídas de alguns estudos realizados pela Política Nacional de Alimentação e Nutrição, PNAN, do Ministério da Saúde.

Esse mau costume brasileiro aumenta substancialmente a incidência de doenças crônicas como a diabetes, as doenças cardiovasculares e as neoplasias. De acordo com as pesquisas, a alimentação básica do brasileiro, o velho arroz e feijão, se por um lado é vista como positiva, por outro, prejudica o consumo de outros alimentos importantes para a nutrição da população.

Segundo Eduardo Nilson, da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição, do Ministério da Saúde, órgão responsável pela elaboração da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, PNAN há um plano de enfrentamento já em plena vigência promovido pelo Governo Federal no combate à má alimentação. “Entre as medidas estão aquelas discutidas na Câmara Setorial de Alimentos, fórum onde a Anvisa, o MS e associações representativas dos diferentes setores de alimentos e varejo debatem e planejam ações que visam as boas práticas nutricionais e educação para o consumo, além de negociações com o setor industrial na reformulação e adequação dos produtos e a melhoria do perfil nutricional, principalmente no que se refere à ingestão controlada de sódio, açúcar e gorduras”, avaliou Nilson.

Ainda de acordo com o coordenador, as reuniões dos grupos de trabalho do PNAN estabeleceram metas que já estão em andamento – em 2010, o desafio era reduzir o consumo de gorduras trans e em 2011, a redução de sódio.

Para Carlos Eduardo Gouvêa, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres, ABIAD, a saudabilidade é umas das grandes preocupações das indústrias na fabricação dos alimentos processados. “A necessidade de se ofertar produtos cada vez mais saudáveis e alinhados com a PNAN faz parte dos objetivos da ABIAD.

“Para tanto buscamos parcerias com a Academia e Centros de Tecnologia e Inovação, como o Cereal Chocotec do ITAL a fim de viabilizar o acesso a P&D (pesquisa e desenvolvimento) de soluções tecnologicamente viáveis e a baixo custo para os pequenos e médios industriais do setor de alimentos. Consegue-se assim, viabilizar um número maior de produtos que atendam aos anseios dos consumidores, cada vez mais conscientes de que a nutrição e hábitos de vida saudáveis serão essenciais para uma melhor qualidade de vida”, finaliza o dirigente.

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