Ácido Graxo pode atuar como chave para proteína que favorece doenças como o câncer

O Grupo de Pesquisas em Metabolismo Tumoral do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) desenvolveu um estudo, publicado na revista Scientific Reports, sobre a relação entre as proteínas essenciais e as células tumorais. Os cientistas puderam observar que uma proteína, a HIF3α, é capaz de se ligar exclusivamente a ácidos graxos no meio celular.

“É possível que, ao se ligar à HIF-3α, a molécula de ácido graxo atue como uma chave capaz de ‘ligar’ ou ‘desligar’ a proteína. Nosso próximo passo é tentar entender qual é o efeito dessa interação na célula”, comentou André Ambrosio, coordenador do projeto do  LNBio.

A célula tumoral precisa passar pelo processo de adaptação metabólica e assim captar maiores volumes de nutrientes e oxigênio e isso ocorre por intermédio de proteínas alternativas como as HIF, que podem mudar o perfil de expressão gênica.

Segundo o pesquisador, as proteínas HIF podem regular a expressão de 150 genes (5% do genoma humano) e são produzidas sempre que as células demonstram deficiência de oxigênio e precisam de vasos sanguíneos e isso favorece o surgimento de patologias como o câncer, por exemplo. “Nós decidimos focar a pesquisa na HIF-3α porque ela foi descoberta mais recentemente e é menos conhecida do ponto de vista funcional”, declarou.

De acordo com os cientistas, os testes in vitro sugerem que o ácido graxo pode ser importante para manutenção da estrutura HIF-3α.  “Todas as vezes que nós removíamos o ácido graxo, a proteína saía de solução. Isso indica que ou a proteína perdeu a estrutura tridimensional ou ocorreu agregação proteica. Nos dois casos ela perde função”, concluiu.

Com informações da Agência Fapesp – 8.10.15

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