Cenário econômico nacional e internacional do pré à pós-pandemia foi tema de webinar para associados

Em 24 de setembro, a Websetorial Consultoria Econômica realizou um webinar exclusivo para as empresas associadas da ABIAD, no qual a sócia-fundadora e diretora da consultoria, Patrícia Marrone, apresentou dados de mercado do setor e perspectivas para o último trimestre de 2020.

No primeiro momento, Patrícia apresentou os principais dados do Brasil e do mundo em 2019 e início de 2020, ou seja, antes da pandemia de Covid-19. A conjuntura internacional apresentava certa tensão, em especial na guerra comercial EUA-China, tensões políticas na América Latina, risco de insolvência fiscal da Argentina e tendência de desvalorização do Real.

Internamente, o clima era mais favorável às empresas, com a Reforma da Previdência, queda da taxa de juros e iniciativas do governo federal para tentar o estímulo à economia, enxugamento da máquina pública, redução do custo de energia e abertura da economia.

Na época, 17,5% das despesas das famílias brasileiras era com alimentação, segundo a POF (pesquisa de orçamento familiar) mais recente e o Brasil já se posicionava como o quarto maior consumidor de alimentos saudáveis, movimentando US$ 35 bilhões ao ano.

Desde o início da pandemia, o cenário doméstico mudou bastante. A situação fiscal piorou e a dívida pública do Governo Geral pulou de 76% para 96% do PIB com projeção de crescimento de -5,11% do PIB em 2020. O Real se desvalorizou mais do que as moedas dos demais emergentes, com 28,5% de depreciação acumulada, desde o início do ano. Houve aumento do desemprego e perda do poder aquisitivo da população.

O isolamento social estimulou o e-commerce, mas alguns setores, como bares e academias, viram unidades sendo fechadas. Por outro lado, houve aumento no consumo de suplementos alimentares como forma de prevenção de doenças.

Com a queda no padrão de vida, houve redução do número de famílias brasileiras nas classes C, B e A, e aumento nas classes D e E (cuja renda familiar mensal é de até R$ 2.862,00).

Como perspectiva, a consultoria aponta para um importante cenário às associadas ABIAD, com possível queda de 3,74% no consumo de alimentos para fins especiais, devido à redução do poder de compra, tendo como única exceção as “vitaminas”, com provável crescimento de 4,59%.

A retomada do crescimento brasileiro é incerta, assim como a realização das reformas necessárias, bem como a recomposição financeira das famílias das classes A e B deve ser lenta.

 

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