Consumo de sódio ainda está alto, mesmo após recomendações para redução

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o consumo máximo de sódio em até 5 g/dia. No Brasil, a ingestão é considerada como alta, com média de 12g/dia, mesmo depois de promover um acordo com a indústria alimentícia para a redução de sódio.

Leon Bruner, chefe de ciência da Associação de Produtores de Gêneros Alimentícios, nos Estados Unidos, afirmou ser necessário um trabalho mais intensivo para determinar um consumo aceitável de sódio.

Um estudo da Universidade de Columbia (EUA) avaliou recentemente os efeitos do sal na saúde e demonstrou que há uma polarização entre os apoiadores da redução do consumo do sal para o bem estar físico e os que defendem que o alto consumo não faz tanta diferença. Na pesquisa, 54% prestam apoio à redução no consumo de sódio, 33% são contrários e 13% se mantiveram neutros.

“O que os autores falam é que há uma polarização. Porém, não são muitos os pesquisadores na área e há uma tendência de usarem as mesmas referências para embasarem seus achados”, comenta Viviane Laudelino Vieira, nutricionista do Centro de Referência para a Prevenção e Controle de Doenças Associadas à Nutrição da Universidade de São Paulo.

Já Renata Cintra, pesquisadora em Nutrição da UNESP (Universidade Estadual Paulista), acredita que falta indicar melhor qual o nível de redução, já que há graus moderados e elevados de redução de sódio.

Mesmo com polêmicas, a saúde pública mundial optou para a adoção de medidas de redução no consumo de sal. No Brasil, o consenso é que o sódio seja controlado em até 5g por dia.

Com informações do UOL Ciências e Saúde – 23.6.16.

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