Covid-19 e a importância da nutrição equilibrada

O consumo de uma alimentação adequada pela mãe, desde o momento da concepção e mantida após o parto, por toda vida do Indivíduo, certamente possibilitará o crescimento e desenvolvimento normal e garantirá maior longevidade, com qualidade de vida. Entretanto, geralmente, não é o que ocorre e as pessoas só começam mesmo a se preocupar com uma nutrição equilibrada diante de um caso como este, quando se pode observar a importância da alimentação saudável para o enfrentamento da pandemia gerada pela Covid-19.

A primeira questão que se levanta é a do porquê os idosos serem mais suscetíveis e a resposta se dá pelo fato de que a capacidade de adaptação ao meio em que vivem diminui ao decorrer do tempo, por várias razões:

  1. A alimentação do idoso em geral é deficiente em minerais, vitaminas e compostos bioativos presentes nos alimentos (substâncias não consideradas nutrientes, mas que podem auxiliar na redução do risco de doenças);
  2. Em geral, algumas características fisiológicas dos idosos, como perda da sensação do gosto, boca seca e/ou próteses dentárias mal ajustadas, podem levar a maior seletividade de alimentos, dificultando a ingestão de nutrientes essenciais, responsáveis pelo fortalecimento do sistema imune;
  3. Além disso, a digestão e absorção dos nutrientes também podem estar comprometidas, por exemplo, pela menor secreção de ácido clorídrico no estômago, pela menor produção de enzimas digestivas e pelo uso recorrente de medicamentos (em geral de uso crônico), que pioram este processo.

E o que é possível fazer para melhorar o sistema imune?

Como nutricionista, minha primeira recomendação a todos é uma alimentação que forneça completamente os nutrientes essenciais. Entretanto, para que um indivíduo mude sua maneira de se alimentar e os resultados sejam sentidos pelo organismo, leva um certo tempo. E agora, não podemos esperar. Portanto, meu conselho é que, paralelamente a isso, se faça também uso de suplementos alimentares.

Mas quais? Os mais importantes para o sistema imune são: zinco, cuja fonte mais rica é a ostra, mas que também está presente, normalmente, nas carnes, juntamente com o ferro e a vitamina A, e a vitamina D, obtida principalmente pela exposição solar (por pelo menos 15 minutos ao dia) e por meio de alimentos fortificados;

Por outro lado, nutrientes como selênio, cuja fonte mais rica é a castanha do Brasil (também conhecida como castanha-do-Pará), a vitamina E e a vitamina C (presente nas frutas cítricas) podem auxiliar por conta de sua capacidade antioxidante.

Já os compostos bioativos são geralmente encontrados em vegetais como alho, cebola, couve, brócolis, entre outros, e nos frutos (para a nossa sorte, o Brasil é privilegiado nesse quesito).

Além disso, a ingestão de água é essencial, pois, geralmente, os idosos não têm a sensação de sede como indivíduos mais jovens. Precisam ser lembrados de beber água diariamente!

Como já salientado, a alimentação, nesse momento, deve ser reforçada por suplementos à base de minerais e vitaminas, em doses próximas ao que é normalmente recomendado para uma alimentação saudável, ou seja, não há necessidade e nem seria adequado o consumo de altas doses, que podem inclusive ser prejudiciais à saúde.

Por fim, mas não menos importante, mantenha-se informado sobre nutrição (e sobre o novo Coronavírus), por meio de fontes fidedignas. Não acredite em fake news. E em caso de dúvidas sobre uma alimentação equilibrada, consulte um nutricionista que poderá dar orientações específicas e proporcionar a você e sua família hábitos alimentares mais saudáveis, que incluam todos os alimentos em quantidades adequadas. Desta forma, é possível ter mais saúde e resistência a doenças.

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