Estudo avalia deficiência de ferro em terapia nutricional parenteral domiciliar

Pesquisadores estadunidenses promoveram um estudo sobre a prevalência de anemia ferropriva (AF) para avaliar a deficiência de ferro em pacientes sob terapia nutricional parenteral domiciliar (TNPD) em longo prazo.

O estudo retrospectivo avaliou o diagnóstico e o tempo para o desenvolvimento de AF, entre valores de hemoglobina, ferritina e volume corpuscular médio de pacientes em TNPD. Os cientistas investigaram a resposta dos pacientes depois da reposição de ferro. Isso adicionou a infusão terapêutica com ferro dextrano, sucrose de ferro ou gluconato ferroso ou ferro dextrano.

Ao todo foram avaliados 185 pacientes com um pouco mais de 50 anos, sendo 64,8% de mulheres. Muitos pacientes já haviam começado a terapia nutricional parenteral domiciliar e 98 pacientes apresentaram nível de ferro antes do início da TNPD.

Durante a terapia, houve deficiência de ferro em 60 pacientes (32,4%), e 57 tiveram níveis de ferritina abaixo do normal. Apenas três aumentaram os níveis de ferritina.

Os pacientes com os métodos de substituição tiveram melhora nos níveis de ferro. Nos pacientes com substituição do ferro intravenoso, a ferritina aumentou de 10,9 para 107,6 mcg/L; a hemoglobina aumentou de 11,0 para 12,5 g/dL e o VCM aumentou de 84,5 para 89,0. Segundo o estudo, dos 93 pacientes que apresentaram armazenamento de ferro antes da terapia, 37 tiveram deficiência de ferro durante a TNPD.

O estudo concluiu que a terapia nutricional parenteral domiciliar em longo prazo pode causar deficiência de ferro e anemia ferropriva. Além disso, a reposição de ferro por infusão intravenosa de ferro ou adição de ferro dextrano é segura e eficaz para corrigir a anemia.

Com informações do portal Nutritotal  – 22.5.15

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