Ingestão enteral de proteínas foi inversamente associada à morte de crianças em UTIs

Um estudo que incluiu 59 unidades de terapia intensiva pediátrica (UTIP) de 15 países, demonstrou que a ingestão adequada de proteínas por via enteral foi inversamente associada à mortalidade em crianças com doenças graves. O estudo foi publicado no The American Journal of Clinical Nutrition.

Os pesquisadores selecionaram 1.245 crianças com idade média de 1,7 anos, que estavam internadas na UTIP e que foram mecanicamente ventiladas por mais de 48 h. Durante dez dias de internação, as crianças receberam doses da proteína e, assim, avaliaram a oferta das fórmulas proteicas com a mortalidade durante dois meses.

As doses ministradas seguiram recomendações da ASPEN (Associação Americana de Nutrição Enteral e Parenteral) para a ingestão diária de proteína conforme a idade. A média foi de 0,66 g/kg por dia, valor menor do que o recomendado pela ASPEN que é de 1,7 g/kg por dia. No total, 985 crianças se submeteram à terapia nutricional enteral (TNE).

Na avaliação dos resultados houve uma associação significativa entre a adequação da ingestão de proteína por via enteral e a mortalidade em 60 dias.  “A ingestão de proteína na UTIP pode ser otimizada com início precoce da NE, diminuição da duração da terapia de nutrição parenteral e a presença de um nutricionista dedicado nas UTIP”, diz a conclusão do estudo.

Com informações do portal Nutritotal – 22.5.15

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