Meta do Ministério da Saúde é retirar quase 30 mil toneladas de sal de alimentos até 2020

A principal meta do Ministério da Saúde para o biênio 2014/2015 é reduzir drasticamente o consumo de sódio na dieta dos brasileiros. O objetivo faz parte do

Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados e já atingiu, na segunda fase do programa, a retirada de 10% do teor de sal de 839 produtos industrializados.

O compromisso do Governo Federal e da Associação das Indústrias da Alimentação (ABIA) já ocasionou, em três anos, de 2011 a 2014, a retirada de 7.652 toneladas de sódio de alimentos. A meta é que as indústrias retirem, voluntariamente, cerca de 30 mil toneladas de sal dos produtos alimentícios até o ano de 2020.

Entre os alimentos avaliados na segunda fase do programa estão bolos, salgadinhos como batata-palha e de milho, maioneses e biscoitos. Tais produtos, fabricados por 69 indústrias, já retiraram 5.793 toneladas de sódio de suas fórmulas desde o ano de 2013.

A primeira etapa do programa (2011) envolveu alimentos como macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha. Destes produtos já foram extraídas 1.859 toneladas de sal.

“Conseguir retirar mais de 7 mil toneladas de sódio é uma parte importante no enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis e promoção da saúde do brasileiro. O impacto disso é a garantia de mais 4 anos de vida e uma redução de 15% nos óbitos por Acidente Vascular Cerebral (AVC). Significa também que 1,5 milhões de brasileiros não precisarão de medicamentos e vão poder controlar sua pressão com atividade física e alimentação saudável. É um ganho de vida”, declarou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Até agora, a redução mais drástica foi nos rocamboles, queda de 21,11%. Logo em seguida vem a mistura para bolo aerado (16,6%) e  a maionese (16,2%). Outros alimentos também tiveram redução: bolos prontos sem recheio (15,8%); bolos prontos com recheio (15%); batata frita e batata palha (13,71%); biscoito doce (11,41%); salgadinho de milho (9,4%); biscoito doce recheado (6,4%); mistura para bolo cremoso (5,9%); e biscoito salgado (5,08%). Em 2011, 1.295 toneladas de sódio foram retiradas de alimentos como pão de forma, bisnaguinhas e macarrão instantâneo.

“O alimento industrializado não é o único responsável por todo o excesso de sal que ingerimos. Precisamos cuidar muito da maneira que preparamos os alimentos em casa e no que comemos nos restaurantes. Mas precisamos, principalmente, deixar de adicionar o sal nos alimentos já prontos, isso significa retirar o saleiro da mesa”, afirmou Chioro.

O Ministério da Saúde notificou as indústrias que não reduziram o sal dos seus alimentos. As empresas são obrigadas a apresentar justificativas sobre a razão que não houve a redução de sódio, além de apresentarem uma estratégia para minimizar o teor de sal. Além da redução em níveis máximos e médios de sódio, os produtos analisados devem continuar a fazer parte do programa, mesmo com as metas alcançadas.

Com informações do portal Saúde  – 12.5.15

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