OMS recomenda aumento de impostos de refrigerantes e bebidas açucaradas

Ao avaliar um estudo que foi publicado na terça-feira, 11 de outubro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu que um aumento nos preços de refrigerantes e outras bebidas açucaradas poderia levar a uma queda importante nas taxas de diabetes, obesidade e problemas dentários.

A entidade recomenda a criação de novos impostos que possam reduzir de fato o consumo desses produtos e alerta que “políticas fiscais que levem a pelo menos um aumento de 20% nos preços de varejo de bebidas açucaradas poderia resultar em reduções proporcionais no consumo de tais produtos”.

A OMS declarou ainda, que, “a redução no consumo dessas bebidas significaria a queda no consumo de açúcar e calorias, melhorando a nutrição e obesidade, diabete e doenças dentárias”. Entre os açúcares cortados estariam a glucose e a frutose.

Para o diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis da OMS, Douglas Bettcher, “o consumo desses açúcares é um fator fundamental no aumento global da obesidade e diabete. Se governos aumentarem impostos sobre esses produtos, estarão salvando vidas”.

De acordo com o especialista, custos do setor da saúde também seriam reduzidos, além de gerar maiores rendas para o Estado.

No ano passado, a OMS já havia lançado um primeiro alerta sobre o consumo de açúcar, que gerou uma forte reação do setor privado e de exportadores do produto pelo mundo. No Brasil, entidades de produtores chegaram a participar das consultas e, diante das constatações, rebateram as propostas da OMS alertando que não é apenas o consumo do açúcar que tem colaborado para essa tendência – mas também a vida sedentária e a ingestão de outros alimentos.

No entanto, para os especialistas da OMS, um adulto não precisa consumir açúcar extra em sua dieta. “Em termos de nutrição, as pessoas não precisam consumir açúcar extra”, disse Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição da OMS.

“Se esses açúcares forem consumidos, eles não podem passar de 10% do consumo de energia. Um valor ideal seria de 5%”, explicou o especialista.

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