Orégano pode ser aliado no combate à hipertensão

Adicionar orégano a um alimento pode atenuar a vontade de consumir sal e evitar danos à saúde em pessoas hipertensas. Estudos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, organizados pela nutricionista Patrícia Teixeira Meirelles Villela, em sua tese de doutorado, e orientados pela professora Nereida Kilza da Costa Lima, do Departamento de Clínica Médica da FMRP, comprovaram uma maior avidez pelo consumo de sal em pessoas hipertensas, além do sucesso na substituição do sal por um tempero convencional: o orégano.

“Nós conseguimos comprovar cientificamente uma recomendação culinária comum que ouvimos no dia a dia: a de substituir o sal por temperos como orégano ou ervas finas”, disse a nutricionista.

Os estudos foram realizados em quatro grupos com 30 pessoas cada, entre idosos e jovens hipertensos e normotensos (pressão arterial normal). Quem participou teve seu peso e altura mensurados para calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), aferição de pressão arterial e coleta de urina para avaliação de níveis de sódio e potássio.

Logo após, houve degustação de três tipos de pão francês produzidos por uma padaria de Ribeirão Preto, parceira do Hospital das Clínicas da FMRP. O primeiro pão com teor de sal de 1,8%, o segundo com 1,2% e o terceiro com mais sal, 2,4%.

“Os hipertensos, tanto idosos como jovens, preferiram o pão com maior teor de sal”, conta a nutricionista. Ela observou também uma tendência de os homens preferirem o pão mais salgado. Para a nutricionista é difícil avaliar se uma pessoa fica hipertensa porque come muito sal ou se ela come muito sal e por isso fica hipertensa.

Outra informação interessante é que os exames de urina de hipertensos contam com mais sódio do que os normotensos.

No segundo experimento, houve um novo teste de degustação dos pães com os três teores de sal, porém, com adição de orégano na produção de pães. A maioria dos hipertensos preferiu o pão com orégano com o teor mais baixo de sal, 1,2%.

Essa pesquisa foi apresentada nos Estados Unidos, em 2013 e 2014, durante o Congresso Americano de Hipertensão, com muita repercussão.

Com informações da Agência USP – 7.11.14

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