Pesquisadora aponta segurança no consumo de bebidas light ou zero

A engenheira de alimentos e pesquisadora Maria Cecília de Figueiredo Toledo, da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, declarou recentemente que as bebidas Light ou Zero, adoçadas por edulcorantes, são totalmente seguras.

“Não há registro na literatura científica de danos à saúde causados pelo uso desses adoçantes como parte de uma dieta equilibrada. Pelo contrário, quando substituem o açúcar, esses aditivos trazem benefícios não só para diabéticos, mas também para aqueles que visam perder peso ou reduzir a ingestão calórica”, ponderou Maria Cecilia.

De acordo com ela, a causa para a desconfiança destes produtos é a falta de informações a respeito dos adoçantes, que os ligam a problemas de saúde. No entendimento da engenheira, a diferença substancial entre um refrigerante comum e um zero é que este último usa adoçante com baixíssimos índices calóricos. “Em geral, a única fonte de calorias do refrigerante é o açúcar. Na versão zero, ao excluí-lo, a bebida deixa de fornecer calorias para a dieta”, comentou a especialista.

Maria Cecília ainda lembrou que os adoçantes utilizados no mercado brasileiro foram aprovados por cientistas e que há um índice de consumo diário conhecido por Ingestão Diária Aceitável (IDA), tabela encontrada no site da ABIAD e determinada pelo JECFA, entidade internacional ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). A IDA determina a quantidade máxima de ingestão de um adoçante, sem que ele represente danos à saúde. “Em geral, é muito difícil ultrapassar esse limite, já que seria necessário o consumo de muitos litros da bebida”, afirmou a cientista.

Entre os aditivos existentes em bebidas dietéticas em sucos e refrigerantes estão a sacarina, o ciclamato de sódio, o aspartame, o acessulfame-K e a sucralose, este último, uma inversão da sacarose, açúcar comum.

“Uma lata de refrigerante zero de 350ml costuma ter em média 30mg de aspartame. Para alguém atingir o limite da ingestão de aspartame, teria que consumir diariamente 80 unidades”, opinou a engenheira.

Mesmo com a redução de sódio em alimentos, uma das prioridades do Governo Federal para coibir problemas de saúde, a especialista em adoçantes reiterou que a quantidade de sódio encontrada em alguns adoçantes como sacarina e ciclamato é muito baixa e não chega a prejudicar a saúde dos consumidores.

Com informações do Portal Terra – 25.8.14

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