Vigitel 2013 indica que obesidade no país pode estar se estabilizando

Se não recuou, pelo menos deixou de crescer. Essa é a boa notícia apurada pela pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2013), com relação à obesidade, que foi divulgada pelo Ministério da Saúde no último dia de abril. O estudo mais recente mostrou que 50,8% dos brasileiros se encontram acima do peso ideal e que, entre estes, 17,5% são considerados obesos.

Os resultados mostraram que a média de crescimento anual de 1,3% que vinha sendo registrada a cada ano, desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2006, foi interrompida. “O aumento do consumo de hortaliças e da atividade física são fatores determinantes para uma sociedade mais saudável. Mas, ainda é preciso observar a sequência nos próximos anos para podermos afirmar com consistência se há estabilização do crescimento da obesidade e do sobrepeso”, afirmou o ministro da Saúde Arthur Chioro ao apresentar os dados.

A obesidade se distribui igualmente entre homens e mulheres: 17,5% dos entrevistados. Porém, com relação ao sobrepeso os homens são maioria: 54,7% contra 37,4% das mulheres. De acordo com o ministério, a Vigitel 2013 indicou também que o nível de escolaridade é fator de proteção importante entre o público feminino. O percentual de excesso de peso entre mulheres com até oito anos de estudo é de 58,3%. Já entre as mulheres com escolaridade de, no mínimo 12 anos, o percentual cai para 36,6%.

Com relação à prevalência de obesidade, ela também cai pela metade entre esses dois grupos de mulheres, atingindo 24,4% e 11,8%, respectivamente. “O maior acesso à informação pode ter um peso importante nesse resultado. Isso é fundamental porque demonstra claramente que é possível persistir e ampliar as políticas públicas para expandir os resultados que temos nos mais escolarizados para as outras faixas”, avaliou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

O Vigitel retrata os hábitos da população brasileira e é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde preventiva. Na atual edição, foram entrevistados aproximadamente 53 mil adultos em todas as capitais e também no Distrito Federal.

Com informações do Portal da Saúde/Ministério da Saúde – 30.4.14

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