Agosto é o mês mundial do incentivo ao aleitamento materno. A amamentação é a melhor fonte de nutrição para os bebês e oferece os nutrientes específicos e necessários para os primeiros meses de vida, além dos inúmeros benefícios para o bem-estar, qualidade de vida e desenvolvimento das crianças. Além disso, contribui para um forte vínculo entre mãe e filho, fator importante para um melhor desenvolvimento emocional e cognitivo da criança.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês sejam amamentados exclusivamente com o leite materno até os seis primeiros meses de vida e, continuada, até os dois anos ou mais, juntamente com a introdução de alimentos complementares, promovendo assim, uma alimentação saudável, adequada e segura.
O cenário da amamentação vem apresentando importante evolução no Brasil, e certamente, a Lei 11.265/2006, a NBCAL tem um papel fundamental neste cenário, já que seu objetivo maior é regulamentar a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e de produtos correlatos, como mamadeiras, bicos e chupetas, assegurando uma alimentação adequada para esse público tão sensível.
Os dados do último Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) apontam que o índice de amamentação exclusiva até os seis meses de idade no Brasil é de 45,8%, com maior prevalência na região Sul (54,3%), seguida das regiões Sudeste (49,1%), Centro-Oeste (46,5%), Norte (40,3%) e Nordeste (39,0%). São números expressivos, mas ainda aquém da meta de 50%, preconizada pela OMS.
Destacam-se como fatores que desaceleram a evolução dessas taxas de aleitamento materno algumas dificuldades, advindas de questões sociais e econômicas como o retorno da mãe ao trabalho e a ausência de uma rede de apoio familiar, que podem provocar insegurança e desestímulo nesse processo da amamentação. A falta de informação e orientação das mães, que não procuram o acompanhamento de profissionais de saúde, também contribui para a interrupção da amamentação, antes dos seis meses de vida do bebê.
A ABIAD apoia e defende o aleitamento materno, conforme a recomendação da Organização Mundial da Saúde e exerce um importante papel nesse contexto, atuando como interlocutora das empresas perante o poder público e os órgãos reguladores. Também investe, disponibiliza e compartilha com seus associados e profissionais de saúde, informações, estudos e ensaios clínicos baseados em ciência e evidências. Nos últimos anos, foram realizados mais de 80 ensaios clínicos na área de nutrição infantil e publicados mais de 130 artigos científicos, incluindo estudos para compreensão da composição do leite humano e dos fatores que o afetam.
As empresas associadas à ABIAD investem significativamente em pesquisas e desenvolvimento, bem como na disponibilização de espaços específicos as suas colaboradoras para o aleitamento materno, e seguem rigorosamente o Código da Organização Mundial da Saúde. Além disso, mais de 50% delas são signatárias do Programa Empresa Cidadã, um benefício que permite a concessão de licença maternidade de 180 dias.
A ABIAD, ciente de que os primeiros anos de vida são cruciais para o desenvolvimento e bem-estar de bebês e crianças, tem como compromisso buscar e apoiar alternativas confiáveis e eficazes em prol de uma vida saudável e com benefícios a longo prazo.