Conheça os principais desafios e objetivos da COP 26

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, chamada de COP 26, vai acontecer de 1 a 12 de novembro em Glasgow, Escócia. Na prática, o encontro dá continuidade às discussões para implementação do Acordo de Paris, ocorrido em 2015.

Os principais entraves encontrados nessa implementação têm sido em torno do mercado global de carbono, o financiamento climático e a eliminação do uso de carvão. O Brasil, ao lado de China e Índia, foi acusado de criar oposição ao texto do mercado de carbono, bloqueando o debate. Em contrapartida, o país contestou que a situação teria sido criada pela União Europeia.

Espera-se que o grupo de representantes de diversos estados discutam, durante as quase duas semanas de conferência, temas relacionados a finanças, geração de energia, soluções baseadas na natureza (SbN), ciência & inovação, transporte e cidades, regiões e meio ambiente construído.

O Brasil deve participar do evento com a pressão de redução das emissões de carbono advindas de queimadas e, talvez, para definir metas climáticas mais ousadas. O país deve manter a prioridade apresentada em 2019 em relação à captação de recursos financeiros, porém com uma importante mudança de postura de defender o avanço da regulamentação do mercado de carbono global, adotada pelo atual Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite.

O Brasil planeja levar uma equipe bastante técnica ao encontro, encabeçada pelo Ministro Joaquim Leite, empossado no cargo em junho deste ano. Junto a ele, devem ir o Secretário de Clima e Relações Internacionais, Marcus Henrique Morais Paranaguá; o Secretário Adjunto de Clima e Relações Internacionais, Marcelo Donnini Freire; o Secretário Executivo do MMA, Fernando Wandscheer de Moura Alves; o Diretor do Departamento de Clima da Secretaria de Clima e Relações Internacionais, Paulo Alexandre de Toledo Alves; o Diretor do Departamento de Relações Internacionais, Guilherme Belli; a Secretária da Amazônia e Serviços Ambientais, Marta Lisli Ribeiro de Morais Giannichi; o Diretor do Departamento de Meio Ambiente, Leonardo Cleaver de Athayde; o Coordenador-Geral de Ciências do Clima e Sustentabilidade, Márcio Rojas da Cruz; o Secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Fernando Silveira Camargo; e o Diretor de Regularização Ambiental no Serviço Florestal Brasileiro, João Francisco Adrien.

A BMJ preparou dois documentos sobre o evento: um sobre as perspectivas da Conferência  e outro com os perfis dos representantes brasileiros .

Acesse-os nos links abaixo:

01-1 – BMJ_Perspectivas para a COP26_26.8.2021

01-2 – BMJ_Perfis COP26_autoridades esperadas

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