Entrevista com Thaise Mendes, coordenadora do GT de Relações Institucionais e Governamentais e diretora financeira II da ABIAD

Thaise Mendes, coordenadora do GT de Relações Institucionais e Governamentais, diretora financeira II da ABIAD e gerente de assuntos governamentais da Herbalife Nutrition para Brasil, conversou com o Panorama ABIAD sobre os objetivos desse grupo de trabalho e a pesquisa realizada no início do ano com as empresas associadas.

PANORAMA: Qual o papel do GT de Relações Institucionais e Governamentais, RIG?

THAISE: Esse GT tem quatro pilares de atuação bem definidos, sendo eles: fortalecimento reputacional, posicionando a ABIAD como referência para o setor de alimentos para fins especiais e congêneres, relacionamento com stakeholders, monitoramento de projetos de lei que podem impactam nossas categorias de produtos e apoio institucional a temas técnicos.

PANORAMA: Do que se trata a pesquisa desse GT que foi conduzida com as associadas da ABIAD?

THAISE: O GT nasceu em março de 2019, é um GT novo. A pesquisa surgiu com o objetivo de entendermos o conhecimento sobre ele e as expectativas dos associados com esse comitê. Também foi importante para avaliarmos se os associados e suas diferentes categorias estavam tendo representatividade do grupo.

PANORAMA: O que foi identificado no resultado e o que mudou para a ABIAD com isso?

THAISE: Foi bem interessante. A percepção que os associados têm sobre o GT é muito boa, no seguinte sentido: quando perguntados se determinado assunto é objetivo do GT de RIG, de uma nota entre 1 e 5, a média ficou em 4 para todos os pontos em que realmente são nossos objetivos.

O tema de maior interesse para as pessoas foi sobre o monitoramento de PLs específicos e a ampliação da atuação para outros stakeholders além da Anvisa, principalmente academia.

Talvez como resultado da pesquisa, surgiram empresas novas na última reunião do GT, o que foi bem interessante. A ABIAD tem uma característica importante que é o número de categorias abarcadas pela entidade, o que reforça a necessidade do alinhamento do GT de RIG com os GTs técnicos.

PANORAMA – Essa ampliação de stakeholders já estava no radar do GT?

THAISE: Sim. Essa foi uma parte do trabalho de estruturação do GT que ocorreu em 2019. Naquele momento, construímos a planilha de monitoramento de PLs e o mapeamento de stakeholders que já incluía legislativo, executivo, academia, outras entidades e ONGs. Esses documentos são revisados periodicamente e enviados para os membros do GT.

PANORAMA:  A realização dessa pesquisa foi motivada pelo planejamento estratégico que prevê maior engajamento dos outros GTs com o de RIG?

THAISE: Sim. A pesquisa foi um termômetro para entendermos qual a percepção, qual o valor que os demais associados têm em relação ao nosso GT e uma oportunidade também de engajar aqueles associados que ainda não tinham conhecimento sobre o grupo.

Enxergamos os outros GTs como nossos clientes internos. Então, é preciso entender quais as demandas desses clientes, e isso foi feito durante a construção do planejamento estratégico.

Foi definido um pilar de Relações Institucionais dentro dos GTs técnicos, apenas para entendermos quais temas específicos viriam do técnico para o Institucional. Mas é importante reforçar que as estratégias de atuação e priorização dos temas são definidas em conjunto durante nossas reuniões.

PANORAMA: Você comentou sobre a idade desse GT, é um dos mais novos na associação. Como você enxerga o futuro desse grupo?

THAISE: Vejo esse grupo sendo cada vez mais reconhecido pelos outros GTs como parceiro para os temas que demandam uma estratégia de atuação institucional e governamental.

O futuro do GT está totalmente associado ao futuro da ABIAD, pois ele reflete e deve liderar as ações da associação de fortalecimento reputacional e relacionamento com os grupos de interesse: governo, academia, imprensa, e sendo reconhecida como referência das categorias que a associação representa.

Da parte dos associados, acho que o GT amplia o escopo de trabalho da associação, uma vez que, do ponto de vista de relações institucionais e governamentais, há muitas oportunidades de diálogo com diferentes esferas do governo e outros grupos de interesse.

PANORAMA: Você atua em relações governamentais há quantos anos? Consegue apontar as principais mudanças nessa relação empresas – governo?

THAISE: Passei por assuntos científicos, regulatórios e desde 2015 atuo como relações governamentais. Observo uma mudança importante. Está cada vez mais claro a importância do diálogo, e é exatamente esse o papel de Relações Governamentais, conectar diferentes atores, sejam eles, governo, academia, sociedade civil. É por meio desse diálogo que melhores políticas públicas são construídas, que o governo em suas diferentes esferas entende as necessidades dos setores privados e uma sociedade mais consciente se desenvolve. No Brasil fica cada vez mais clara a importância e a legitimidade do diálogo pautado na ética, no compliance e na transparência.

PANORAMA: Quer acrescentar algo que faltou na nossa conversa?

THAISE: Tem um ponto mais geral que gostaria de comentar. Acredito que as associações somos nós, os associados. O engajamento nos GTs é muito importante para conseguirmos seguir a agenda, cumprir os objetivos dos GT e fortalecer o papel da associação.

O GT de RIG é um grupo novo e está amadurecendo, mas que, com certeza, tem um potencial enorme e seguiremos trabalhando para fortalecer cada vez mais o setor de alimentos para fins especiais e a ABIAD.

 

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