Pro teste – fevereiro 2026 – O boom dos suplementos: será que vale a pena? - Abiad

Pro teste – fevereiro 2026 – O boom dos suplementos: será que vale a pena?

16 de março de 2026

Nunca se falou tanto em saúde preventiva e busca pela longevidade — e, como consequência, nunca se consumiu tantas vitaminas, minerais e outros nutrientes na forma de cápsulas ou pós. Entre recomendações médicas, influenciadores digitais e ofertas cada vez maiores nas lojas, surge a pergunta: o que é necessidade real e o que virou modismo sem evidência científica? As opiniões divergem entre os profissionais ouvidos, mas há um ponto de consenso: a suplementação sem avaliação profissional é arriscada; o excesso pode causar danos à saúde; e o marketing, aliado às redes sociais, tem ampliado o consumo sem critério. Afinal, quando suplementar — e quando isso é realmente necessário?

Cada vez mais, as prateleiras das drogarias exibem uma enorme variedade de suplementos alimentares. Nas redes sociais, influenciadores não cansam de falar sobre seus benefícios. E, na prática, as vendas realmente não param de crescer. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), o aumento do consumo desses produtos foi de 8,1% entre janeiro e setembro de 2023, em comparação ao mesmo período de 2022. E, trazendo dados mais recentes, no período de janeiro a setembro de 2025, em comparação com os primeiros nove meses do ano anterior, complementos alimentares e suplementos vitamínicos tiveram um crescimento de 3,5% no consumo aparente (soma da produção com as importações menos as exportações) e as vitaminas, de 23,8%. Já outro estudo da Abiad, realizado em 2021, revelou que 59% dos lares brasileiros possuíam ao menos uma pessoa que utilizava algum tipo de suplemento, representando um aumento de 10% em relação a 2015.

Mas, afinal, o que são suplementos alimentares? De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), são produtos para consumo via oral (como comprimido, cápsula, pastilha, pó ou barra), destinados a suplementar – ou seja, complementar – a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. Também podem ser úteis para quem precisa melhorar o consumo de algum nutriente ou pratica atividades físicas intensas. Porém, a agência lança um alerta: os suplementos devem ser feitos apenas com ingredientes autorizados pela própria Anvisa.

Paula Izu, coordenadora da área técnico-científica da Abiad, considera que esses produtos são aliados importantes para a saúde. Só que também faz a sua ressalva: “Para que cumpram com sua função, devem ser consumidos de forma responsável. A regulamentação e as exigências do setor são essenciais para garantir produtos confiáveis e adequados às necessidades individuais. Para os consumidores, a chave para um consumo seguro está na informação. Ao verificar rótulos e se certificar da notificação do produto na Anvisa, é possível fazer as escolhas mais adequadas para o estilo de vida de cada um”.

E, diante de um mercado que não para de crescer – podendo haver produtos sem regulamentação –, a coordenadora reforça a importância da agência. “Antes de serem disponibilizados para o público, os suplementos alimentares são desenvolvidos seguindo normas rigorosas criadas pela Anvisa. Cada ingrediente é submetido a uma análise prévia para obter aprovação e determinação de limites de uso, passando por um restrito processo de avaliação de segurança e eficácia, e assim constituir um suplemento. Os consumidores podem confiar que terão todo o respaldo científico para darem início à complementação de sua alimentação”, afirma Paula.

Será que esse crescimento é válido?

Os números da Abiad que confirmam o avanço dos suplementos nos lares brasileiros são vistos com bons olhos pelo nutrólogo Márcio Passos, titulado pela Associação Brasileira de Nutrologia, e que atua na medicina integrativa. “Vejo o fato de mais pessoas estarem tendo acesso a esses suplementos como algo extremamente positivo. Isso mostra uma parcela da população buscando mais saúde e mais longevidade, junto a produtos naturais e a suplementos que comprovadamente melhoram a imunidade e trazem mais qualidade de vida, coisa que, tempos atrás, era vista apenas para o bodybuilding, para o fisiculturista”, revela.

Mas quais seriam os motivos que ele atribui a esse crescimento? “Acredito que isso se dá por diversos fatores. Existem os influenciadores que acabam estimulando o uso desses suplementos para grande parte da população. E eu observo que essa geração atual é muito mais preocupada com a saúde. Então, existe também uma busca orgânica, natural, de pessoas querendo suplementar, se alimentar melhor, ter uma otimização metabólica por meio de suplementos”, opina Márcio. O nutrólogo considera, ainda, que está havendo uma maior orientação por parte dos médicos. “Cada vez mais a nutrologia vem se ampliando, se fortalecendo no mercado, e a medicina integrativa vem sendo adotada, inclusive, por outras especialidades. Todos elas orientam a utilização de suplementos, o que, obviamente, traz mais resultados, mais qualidade de vida”, completa. Ainda assim, o médico alerta: “Vale lembrar que é importante o cuidado, ter orientação. Todo uso indiscriminado acaba sendo ruim”.

Para ele, essa orientação vai além da simples análise de um exame de sangue. “Hoje, existe um conceito na medicina que é a busca por viver mais. E cada vez mais a medicina integrativa voltada à longevidade não se baseia apenas em dados laboratoriais. Então, é possível você ter uma pessoa saudável, com níveis de vitaminas e minerais dentro da normalidade, mas numa taxa inferior dentro dessa normalidade. Consequentemente, ela gripa muitas vezes, não possui boa imunidade e não está vivendo todo o potencial que poderia. Nesses casos, é sim interessante fazer uma suplementação para otimizar a saúde metabólica do paciente. Mas, para isso, é importante a avaliação médica para verificar a real necessidade”, explica o nutrólogo.

Justamente em busca dessa longevidade é que a empresária e mentora Maryne Miranda da Silva Rodrigues, de 37 anos, foi procurar pela primeira vez uma nutricionista em 2018, aderindo à suplementação com probiótico. E, no ano seguinte, assinou a plataforma de um famoso médico funcional integrativo, na qual pôde estudar mais sobre suplementos e hábitos saudáveis. Atualmente, ela toma shots matinais e noturnos contendo aminoácidos, vitaminas, minerais e fitoativos naturais, além de ingerir ômega 3, vitamina D e um polivitamínico prescrito durante sua segunda gravidez, o qual, seis meses após o nascimento de seu filho, ainda segue tomando por prescrição de seu obstetra. “As melhoras na minha saúde são subjetivas, porque eu não tenho um histórico de exames para vir acompanhado as taxas. Mas tenho a crença de que todos os bons hábitos são tijolinhos de uma boa construção”.

Nessa busca por mais qualidade de vida, Maryne se queixa que suas escolhas ainda pesam no bolso. “Infelizmente, no Brasil, o acesso à suplementação mais médicos, mais nutrólogos e mais nutricionistas – e os bons costumam ser particulares – acaba tendo um custo bem elevado de se manter mensalmente. Meus suplementos, por exemplo, eu compro quando viajo para fora do país, porque saem bem mais em conta”. É por isso que ela revela que nem sempre consegue fazer consultas regulares, mas, graças a seus estudos na plataforma, vai seguindo a sua rotina de saúde por conta própria.

Gasto excessivo compensa?

Em contraponto aos pontos positivos que podem existir no crescimento do consumo de suplementos, a endocrinologista Joana Dantas, que atua no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, tem suas ressalvas. “Até o momento, não há evidência que comprove que essas reposições de vitaminas vão ter algum benefício para o indivíduo. Hoje, o apelo é grande e todos queremos ter uma qualidade de vida melhor, longevidade e reduzir riscos de câncer e de doenças cardiovasculares, mas o uso de suplementações de forma indiscriminada não trouxe qualquer benefício comprovado”, considera.

Ela reforça que, como suplementos não são considerados medicamentos, as propagandas são permitidas e, também, a compra sem receita médica. Por isso, a médica alerta: “Não acho adequado o gasto de dinheiro das pessoas sem ter o benefício comprovado e sem prescrição médica”. Joana explica que, para se dizer que uma vitamina vai trazer algum benefício, é preciso que seja realizado um estudo sério controlado por placebo. Ou seja, um grupo com um número significativo de pessoas – em geral, acima de mil – vai tomar as vitaminas por um tempo prolongado e o outro grupo vai ingerir o placebo. Depois, esses dois grupos serão comparado em relação ao que se deseja estudar, como a longevidade ou a prevenção de câncer, infarto e AVC, E, segundo ela, ainda não há estudos científicos provando que o uso de vitaminas em pessoas saudáveis traria algum benefício.

Para a endocrinologista, a prescrição de suplementação precisa ser para quem realmente necessita. “É claro que, em algumas situações específicas, vamos indicar essas reposições. Por exemplo, indivíduos que fizeram alguma cirurgia de estômago e têm dificuldade de absorção de nutrientes, como bariátrica, ou pessoas com risco de carência de vitaminas, como ferro e B12, entre outras doenças que exigem a reposição de vitaminas, além de grupos específicos, como gestantes ou idosos. Para esses casos já existem recomendações bem estabelecidas, mas não para o uso indiscriminado em pessoas saudáveis”, informa Joana. De forma categórica, ela faz a sua recomendação: “Nossa grande aliada para a reposição de vitaminas e micronutrientes é a alimentação”.

Quanto a isso, a nutricionista Isabela Milagres concorda totalmente: “A base da saúde nutricional deve ser sempre a alimentação. Suplementos podem auxiliar em casos específicos, como deficiências comprovadas, fases da vida ou restrições alimentares. Para a população em geral, melhorar o consumo de alimentos naturais, especialmente frutas, verduras, legumes, feijões e proteínas, é mais eficaz e seguro do que suplementar de forma indiscriminada”.

Essa afirmativa, contudo, pode esbarrar numa estatística impactante do IBGE: 98% da população brasileira não ingerem a quantidade ideal de vitaminas por dia e 92% não consomem frutas com frequência – e esses dados vão contra à recomendação da Organização Mundial da Saúde, de consumo diário de, pelo menos, 400 g de frutas, legumes e verduras. Surgiria aí, então, a desconfiança de que comer não é o suficiente para a manutenção da nossa saúde? “Comer bem, sim, é suficiente, desde que se trate de uma alimentação variada, baseada em comida de verdade e bem equilibrada em macronutrientes, com quantidades adequadas de proteínas, carboidratos e gorduras, além dos micronutrientes. O problema não está na comida em si, mas no padrão alimentar atual, que é pobre em alimentos in natura e rico em ultraprocessados. Na prática, muitas pessoas até comem, mas de forma desequilibrada, com pouca proteína, poucas fibras e excesso de produtos industrializados, o que gera carências nutricionais”, explica a nutricionista.

Diante disso, Isabela também reage ao boom da suplementação: “A necessidade real de suplementar é baseada em sintomas, exames laboratoriais, fase da vida ou condição clínica, sempre com orientação de um profissional da saúde. Já o modismo surge de promessas rápidas, marketing excessivo e uso sem avaliação individual. Se não há indicação clara, o suplemento provavelmente não é necessário”.

Mito: envelheceu, tem que suplementar

Entrar para o grupo da terceira idade é visto, por muitos, como pré-requisito essencial para a prescrição de suplementos. Mas, para a geriatra Roberta França, especialista em longevidade consciente e saúde mental, não é bem assim. “Envelhecer não significa, necessariamente, que a pessoa irá precisar de suplementos ou de polivitamínicos. É claro que, com o avanço da idade, ocorre uma redução do metabolismo e uma diminuição da absorção de algumas vitaminas. No entanto, isso não significa que todo idoso precisará, obrigatoriamente, de suplementação. Principalmente se mantiver uma alimentação de boa qualidade, baseada em legumes, verduras e frutas, consumir poucos alimentos industrializados, como enlatados, embutidos e produtos ultraprocessados, e tiver o hábito de priorizar alimentos mais naturais”, desmistifica.

Por outro lado, Roberta salienta que é muito comum observar, na prática clínica, idosos com deficiência de vitamina B12, vitamina D e ácido fólico, especialmente quando a alimentação não é equilibrada e bem cuidada. “Nesses casos, a suplementação costuma ser indicada quando essas deficiências são diagnosticadas, seja por exames laboratoriais ou pela avaliação clínica”, orienta. Contudo, a geriatra reforça o alerta de que é preciso avaliar a real necessidade disso: “Suplementação, como o próprio nome diz, serve para suplementar aquilo que está em falta. Não faz sentido repor algo que já está em níveis adequados no organismo, especialmente quando essas necessidades podem ser supridas por meio de uma alimentação mais equilibrada”.

Até porque, segundo Roberta, existe mais um entendimento controverso em torno do assunto. “Um dos maiores mitos é acreditar que vitamina não é remédio, que é algo totalmente natural, sem riscos, e que quanto mais se toma, melhor. Costumo dizer aos meus pacientes: se você colocou algo na boca e ingeriu, isso precisará ser metabolizado, seja pelo fígado, seja pelos rins. Então, essas ideias são falsas e fazem parte de uma narrativa comercial que incentiva o consumo indiscriminado de suplementos, prometendo mais saúde, mais longevidade, melhor memória, menos dores articulares e até proteção contra doenças, sem qualquer base científica sólida. Na prática, muitas dessas suplementações não trazem benefício algum e, em alguns casos, podem causar mais prejuízos do que vantagens”, opina.

De olho nos riscos

Todos os três médicos entrevistados para esta matéria são unânimes em dizer que o uso indiscriminado de suplementos pode trazer riscos à saúde. “É importante lembrar que tanto a deficiência quanto o excesso de vitaminas são prejudiciais. A falta de vitaminas é chamada de hipovitaminose, mas o excesso também configura uma condição clínica, a hipervitaminose”, explica a geriatra Roberta. O nutrólogo Márcio completa: “Quando a suplementação é utilizada de forma excessiva, sem a real necessidade, pode gerar consequências. Todo excesso de vitaminas e minerais pode trazer toxicidade, gerar interação medicamentosa, causar sintomas gastrointestinais, piorar arritmias, no caso do excesso de magnésio, ou provocar uma intercalcificação e até mesmo acelerar o processo de aterosclerose, se houver excesso de vitamina D, por exemplo”.

A endocrinologista Joana acrescenta mais ameaças que podem vir da hipervitaminose: “Deve-se ter em mente que vitaminas também podem trazer malefícios importantes, por isso é preciso ter muito cuidado. O excesso de vitamina A, por exemplo, pode levar a alterações no fígado e nos ossos, causar dores de cabeça e enjoo e, nas gestantes, provocar má-formação fetal. O excesso de vitamina B6 pode ocasionar neuropatias, e o alto consumo de vitamina C, cálculos renais”.

O nutrólogo Márcio, embora defenda a suplementação com critério, passa a mensagem final: “Tudo precisa de um acompanhamento, de uma avaliação laboratorial. É necessário verificar a real necessidade daquele determinado suplemento, seja vitamina ou mineral. O uso de suplementos precisa ser analisado e acompanhado por um médico”.

Portanto, antes de se deixar seduzir pelo excesso de ofertas de suplementos ou pelo que influenciadores digitais andam falando por aí, o nosso recado final é: busque primeiro um especialista. Somente ele poderá indicar, de maneira individualizada, o que é melhor para lhe trazer mais saúde, qualidade de vida e a tão sonhada longevidade.

O crescimento da suplementação no Brasil também trouxe com ele os “queridinhos” entre os consumidores. Veja alguns que se destacam no momento, tanto pela fama adquirida nas redes sociais quanto pelas próprias prescrições médicas:

Whey protein e creatina

Para quem pratica exercícios, eles estão no topo da lista, já que beneficiam a massa muscular e promovem a boa performance física. Sobre whey protein e creatina, a endocrinologista Joana Dantas dá o seu aval: “Esses são os dois grandes suplementos que têm um benefício comprovado em performance, mas apenas as pessoas que fazem alguma atividade física regular alcançam isso. Porém, também é preciso estar atento à dose para não exceder, porque o excesso de proteína, no caso do whey, pode trazer consequências para quem tem problema renal ou hepático”.

Magnésio

É uma das grandes estrelas do momento. “Ele participa de mais de 300 reações no organismo, sendo importante, por exemplo, para o sono, para a memória, para o tratamento da ansiedade e até para a pressão arterial”, assegura o nutrólogo Márcio Passos. E ele reforça: “Mas, obviamente, é importante o seu uso consciente, após uma avaliação médica”. Quem se beneficia do magnésio é a empresária Andrea Raposo, de 52 anos. Ao entrar na menopausa e se encontrar acima do peso, ela decidiu buscar uma nutróloga, além de entrar para a academia. “O magnésio me ajudou bastante a melhorar o meu sono e a minha energia. Ele tem sido um forte aliado nessa minha nova vida pós-menopausa. Comecei a tomar desde junho do ano passado, após assistir a vídeos de um médico nas redes sociais. E, depois da consulta com a nutróloga, ela falou para eu continuar. Hoje, não vivo mais sem magnésio. Estou mais tranquila, menos ansiosa e durmo melhor, sem contar os oito quilos que já eliminei”, relata.

Ômega 3

De acordo com a endocrinologista Joana, evidências mais atuais mostram que, quando esse tipo de gordura está presente em nossa dieta, é um grande aliado para reduzir o risco cardiovascular. Porém, a médica avisa: “Todos os estudos com ômega 3 na formulação que temos aqui no Brasil não demonstraram redução desse risco. Então, está havendo uma superprescrição dele, sendo que é muito mais importante na dieta do que na forma de comprimido”. Joana informa que, nos Estados Unidos, são vendidas cápsulas de uma forma concentrada de EPA, que é um pedaço do ômega 3. “Este sim foi associado à redução de risco cardiovascular, mas não é o ômega 3 que compramos em nosso país”.

Vitamina D

O nutrólogo Márcio revela que, em sua base clínica, esta vitamina é uma das mais prescritas atualmente. “Há milhares de artigos compondo seus benefícios para a saúde cardiovascular, resistência à insulina, melhora da inflamação crônica e da saúde óssea e até controle do Alzheimer”, garante. Já a endocrinologista Joana também fala em superprescrição de vitamina D: “Vale lembrar que deve ser indicada apenas para grupos de pessoas que vão se beneficiar, ou seja, que tenham indicação específica de sua reposição”.

Vitamina B12

A endocrinologista revela que esta também tem sido muito prescrita, embora não haja a menor evidência de seus benefícios para a saúde cardiovascular, como muitos pensam. “Porém, ela pode ser realmente necessária para pessoas vegetarianas e veganas, ou também para quem tem alguma dificuldade de absorção de vitamina B12, como pacientes com gastrite atrófica, condição muito frequente em idosos. Nesse caso, essa vitamina será muito importante para o desenvolvimento do sistema nervoso central”, assegura Joana.

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece regras obrigatórias e orientações específicas para a rotulagem de suplementos alimentares, com o objetivo de garantir a segurança e a clareza das informações ao consumidor.

Até meados de 2025, 65% dos novos suplementos alimentares avaliados pela agência foram reprovados. A rotulagem não foi o único fator, mas esteve entre os principais motivos de advertência. Entre outros critérios que levaram à reprovação estão o uso de ingredientes proibidos ou não autorizados, composição inadequada (com doses acima do permitido) e condições insalubres de produção.

Ainda assim, a rotulagem é o primeiro ponto de contato do consumidor com o produto e um elemento essencial para uma escolha consciente.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) também reforça o alerta no momento da compra: é fundamental observar atentamente a embalagem e verificar as informações que permitem identificar se o suplemento está regularizado e adequado ao consumo.

Observe as informações necessárias e determinadas pela RDC nº 243/2018 e IN nº 28/2018, que definem requisitos sanitários e constituintes, além da RDC nº 843/2024.

Para ver a matéria original, clique aqui.

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