Semana de DCNT do Ministério da Saúde aborda estratégias que podem impactar indústria de alimentos

O Ministério da Saúde realizou a Semana das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), evento que abordou diversos temas críticos para as associadas ABIAD, como obesidade infantil, diabetes e os chamados alimentos “ultraprocessados”.

O evento ocorreu entre 14 e 16 de setembro e teve como uma das bases o “Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento de doenças crônicas e agravos não transmissíveis no Brasil 2021-2030 (DANT)”, feito em congruência com a Agenda 2030 de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), e composto por 23 indicadores e suas metas. Desses 23 indicadores, 10 são referentes aos fatores de risco para DCNTs:

  • Reduzir em 2% a obesidade entre crianças e adolescentes;
  • Deter o crescimento da obesidade entre adultos;
  • Aumentar a prevalência de atividade física no lazer em 30%;
  • Aumentar em 30% a prevalência de consumo recomendado de frutas e hortaliças;
  • Deter o consumo de alimentos ultraprocessados;
  • Reduzir em 30% o consumo regular de bebidas adoçadas;
  • Reduzir o consumo abusivo de bebidas alcoólicas em 10%;
  • Reduzir a prevalência do tabagismo em 40%;
  • Reduzir a mortalidade por DCNT atribuída à poluição atmosférica;
  • Atingir 90% de cobertura vacinal contra o HPV.

Dados relevantes apresentados sobre o cenário atual de DCNTs no Brasil embasaram algumas apresentações, como a existência de 12,3 milhões de brasileiros diabéticos e 38,1 milhões de hipertensos no país, além de aproximadamente 96 milhões de adultos com sobrepeso, além do fato de que 54,7% dos óbitos no Brasil são decorrentes de DCNTs.

Alguns pontos de destaque para a indústria de alimentos para fins especiais, são:

  • Alessandro Chagas, representante do CONASEMS (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), defendeu o modelo tripartite (integração entre União, Estados e Municípios) para um enfrentamento efetivo das DCNTs no Brasil.
  • Mark Barone, coordenador-geral do Fórum CDNT e vice-presidente global da Federação Internacional de Diabetes, destacou que a participação da sociedade civil, principalmente de pessoas que vivem com as DCNTs, é fundamental no processo de tomada de decisão de políticas públicas que impactam a vida das pessoas diagnosticadas com alguma DCNT.
  • Paula Johns, representando a ACT Promoção de Saúde, destacou que, assim como no caso do controle do tabagismo no Brasil, deve-se ter uma política de controle no consumo de produtos “ultraprocessados” e bebidas açucaradas por meio do aumento de impostos.

 

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